Quando as crianças nos ensinam a salvação

Salvar as crianças. Em certos dias belíssimos de maio, quando o sol ilumina sem aquecer demasiadamente e o céu está límpido, o ar é fresco e até numa grande cidade poluída tem-se por um momento a ilusão de respirar melhor porque se respira com os olhos toda aquela luz, veem-se desfilar com maior frequência, de manhãzinha cedo, longos cortejos de crianças da escola primária guiados pelo seu mestre. Não consigo não escancarar a porta-janela do terraço para me deleitar com o espetáculo da sua festiva inocência.

A bondade do papa Francisco, por Clara Ferreira Alves

«Nada aproxima as pessoas, ou derrete a farpa de gelo no coração, como a beleza ou a bondade. A bondade, como a beleza, está estampada no rosto»: é a partir desta declaração que Clara Ferreira Alves “desenha” o perfil do papa Francisco, em crónica publicada a 12 de maio no “Expresso Diário”.

Imprensa internacional destaca peregrinação do papa a Fátima

A profunda devoção mariana do papa Francisco encontra no contexto de Fátima um lugar «ideal» para manifestar-se com todo o seu vigor. Na cidade portuguesa, com efeito, onde o culto à Virgem é particularmente sentido, o amor por Maria, traço característico dos fiéis da América Latina, é o sinal forte de uma peregrinação que pretende lançar uma mensagem de paz num mundo atravessado por conflitos e tensões.

Fátima e o fio que liga o papa Francisco à história

Naquele ano de 1917, que com o aproximar-se do fim da I Guerra Mundial assinalava o efetivo início histórico do século XX para além do mero início cronológico, em perfeita continuidade com o século XIX liberal e burguês, de 13 de maio a 13 de outubro, em Fátima, três crianças viveram uma extraordinária experiência de escuta e visão da Virgem Maria.

«Há em Fátima muito mais do que podemos racionalmente compreender», afirma não crente

«Há em Fátima muito mais do que podemos racionalmente compreender», considera o jornalista José Manuel Fernandes, que em texto publicado no “Observador” reflete sobre o «preconceito» acerca das aparições, destaca o «apelo popular» do santuário e evoca a «dúvida genuína» pessoal associada ao seu agnosticismo.